Joguei numa quinta-feira, perto das 22h, com R$ 100 de banca e a meta honesta de ficar uma hora. A dealer da sessão se apresentou como Camila, desejou boa noite pra galera do chat e já perguntou de onde a turma era — tinha gente de Belém, de Campinas e até um brasileiro morando em Lisboa que ficava acordado até o fim da mesa.
O ritmo é de mais ou menos 50 segundos por rodada, o que dá tempo de pensar sem pressa. Fiquei o tempo todo nas apostas de fora: R$ 2 na cor, R$ 1 na dúzia, ora sim, ora não. Em umas 40 rodadas fechei R$ 23 no positivo — sorte minha, e eu sei disso. Roleta é jogo de pura chance; quem aparecer prometendo estratégia garantida está vendendo fantasia.
O que mais me ganhou foi o chat. Quando caiu a plena no 17 de um cara que mandava "vai no 17" havia dez rodadas, a mesa inteira explodiu em emojis e a Camila comemorou junto, chamando ele pelo apelido. Isso não tem preço numa mesa silenciosa. O que me irritou: no pico da noite o stream caiu de HD uma vez só, e a mesa lota — ótimo sinal para o produto, nem tão bom para quem quer exclusividade.
— Marcelo Tavares, editor do 37a.com, depois de uma noite na mesa